Mulher e a necessidade de Empoderar-se

O mês de março começa e muito se fala dos assuntos que permeiam a mulher. O dia 8 de março, além de um evento oficial é uma oportunidade de se prestigiar a mulher enquanto mãe, dona de casa, profissional e contribuinte no desenvolvimento da sociedade moderna. Não é a luta de uma mulher só, mas o que pode ser feito para fortalecê-la ainda mais em uma sociedade na qual os interesses femininos ainda são vistos como minoria.

E lembrar a todas as mulheres e aos homens que a luta é diária, mas que elas podem ser o que quiserem ser, vestirem o que bem entenderem e serem donas da própria vida e do corpo. O debate acerca do empoderamento feminino é o primeiro passo para podermos praticá-lo em casa, nas escolas, no trabalho, no empreendendorismo, na política e em tantas outras esferas.

O homem e a mulher não reagem da mesma maneira às situações impostas pelo cotidiano. Por isso, tais diferenças devem ser respeitadas. É importante trabalhar cada particularidade em beneficio de um melhor crescimento social e econômico, por meio da igualdade de oportunidades. Enquadram-se então, a oportunidade de funções, salários, flexibilidades, cargos. Uma participação cada vez maior na esfera política para que haja verdadeira democracia e justiça, afinal, a igualdade de direitos e oportunidades é à base das economias e sociedades saudáveis.

O movimento feminista no Brasil cresceu por volta da década de 70 e desde então ganha cada vez mais visibilidade e força. As mudanças colaboraram para um crescimento significativo de mulheres ativas no mercado de trabalho. Um dado interessante levantado pela ONU, que se as mulheres tivessem mantido a condição dos anos 90, a pobreza extrema estaria em torno dos 30% e não dos 12% como estão agora.

No entanto, nenhum país pode se declarar livre da discriminação de gênero. De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano de 2015, as mulheres ainda ganham 24% menos do que os homens exercendo o mesmo cargo e função, um dado bastante vergonhoso em vista do atual século em que vivemos.

E, avaliando uma cultura local, é possível enxergar que o ato de empoderar a si e a outras mulheres é ainda dificultoso para a própria classe, quando vemos apenas duas vereadoras na Câmara Municipal. Elas são a maior parte do eleitorado e, nesta Capital, assim como em todo o Brasil, é a grande minoria nos cargos públicos. Este quadro nos revela que ainda há muito do que ser discutido, pois apenas uma lei eleitoral que determina o mínimo de 30% de candidatas do sexo feminino não é suficiente.

É preciso mais. É preciso muito mais. Temos que fornecer instrumentos reais para dinamizar a participação das mulheres na política. Uma sugestão seria a reestruturação dos partidos, para que não sejam comandados apenas por homens, dando cada vez mais espaço para que elas estruturem com iguais condições suas campanhas.

Que sejam as mulheres, então, a nos dizerem como consideram que os governos poderiam facilitar esse processo. Que elas se sintam preparadas e dispostas a desafiar os estereótipos e preconceitos, para que se tornem modelos de inspiração para gerações futuras.

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